Interestelar
Poucos filmes oscilam com tanta força entre a imensidão do espaço e a pequenez de uma única
relação — e acertam os dois. Nolan usa a relatividade não como truque, mas como motor de sua
cena mais devastadora: um pai assistindo décadas da vida dos filhos se comprimirem nos minutos
que passa perto de um buraco negro.
O que gostei
- A trilha de Hans Zimmer, movida a órgão, transforma silêncio e escala em algo que você sente no peito.
- A física de Gargântua, construída com Kip Thorne, ainda impressiona anos depois.
- A sequência de acoplamento continua sendo uma das mais tensas já filmadas por Nolan.
O que não esperava
A ideia de que o amor transcende dimensões pede muito, e o terceiro ato se apoia bastante nela.
Se decola ou tropeça depende de quanta corda você dá — mas o núcleo emocional justifica o salto.